domingo, 4 de maio de 2008

PARA QUE SERVE UMA RELAÇÃO?


Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

(Dr. Drauzio Varella)

terça-feira, 29 de abril de 2008

VINTE REGRAS – BASE DE UMA BOA VIDA


Tese de um pensador russo chamado Gurdjieff que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver. Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal."

Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade. Eis aí:

1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes;

2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme;

3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você;

4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejamos seus quadros mentais, você se exaure;

5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo;

6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias;

7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas... ;

8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes;

9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida;

10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação;

11) Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade;

12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca;

13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe;

14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta;

15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento;

16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor;

17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente;

18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se;

19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!;

20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer ser!

(Gurdjieff - Pensador russo)

SEJA GENTIL


Ser gentil é a atitude mais eficiente para conquistar a simpatia e a benevolência das pessoas. E essa conquista significa ter os ouvintes a seu lado, torcendo pelo seu sucesso e aceitando com boa vontade a mensagem e as idéias que você defende. A gentileza pode estar no tom amável da voz, na generosidade das palavras, na honestidade dos princípios e da ética. Atitudes gentis geralmente são recompensadas com alegria, felicidade e a consciência de que, tratando bem as pessoas, estará semeando relacionamentos duradouros e amizades sinceras. Reflita um pouco sobre suas atitudes e verifique, sem resistências ou preconceitos, como tem sido seu contato com as outras pessoas.

Se concluir que não está sendo muito gentil e atencioso, talvez possa rever seu comportamento e passar a ter uma conduta que lhe proporcionará uma convivência mais saudável e, conseqüentemente, melhor qualidade de vida.

É um gesto gentil ceder o lugar,no ônibus, no metrô, numa sala de espera, às pessoas mais velhas ou de qualquer idade que estejam carregando crianças no colo, sacolas, ou objetos que claramente demonstrem algum tipo de desconforto.

Segurar a porta de entrada do restaurante ou do elevador para que a pessoa a encontre aberta é uma atitude muito simples e demonstra educação, generosidade e gentileza. Agindo assim, você não estará apenas sendo simpático à pessoa que foi beneficiada com seu gesto, mas também, e principalmente, aos olhos de todos os que estão a sua volta. Mesmo que não o conheçam, irão avaliar seu comportamento como sendo de alguém de boa formação e que deve ser admirado. E,se alguém for gentil e segurar a porta para você, não se esqueça de agradecer.

(Reinaldo Polito)

sábado, 26 de abril de 2008

TRÊS COISAS PARA SER FELIZ

Estar com quem ama;
Fazer o que gosta e
Ter sonhos para realizar.

(Provérbio grego, autor desconhecido)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A VIDA ENSINA


Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe. Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.

Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando. Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo. 

Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.Tanto mais lúdica quanto mais complexa. Tanto mais complexa quanto mais consciente.Tanto mais consciente quanto mais difícil. Tanto mais difícil quanto mais grandiosa. 

Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.

Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas. 

Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva. Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois. Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. 

Que aquele garoto que não come, coma. Que aquele que mata, não mate. Que aquela timidez do pobre passe. Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie. Que o velho velhe. Que a moça moce. 

Que a luz luza. Que a paz paze. Que o som soe. Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe. Que a árvore arvore.

Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core. Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.

Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.


(Artur da Távola)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

MOTIVAÇÃO


GLADIADOR

Sucesso, reconhecimento, fama, glória. Muitos de nós lutamos por motivos assim.

Mas não se constrói um bom nome da noite para o dia. É preciso trabalhar muito. Ainda que haja tropeços e quedas, é preciso superar os obstáculos. É preciso ter motivação, perseverar, insistir... A vida é uma sucessão de batalhas.

Emprego, família, amigos: Todos nós temos um status atual e temos também expectativas com relação ao futuro.

No entanto, as reviravoltas do destino nos surpreendem. Nem sempre dá para se fazer só o que gostamos. Mas aquele que gosta do que faz e sente orgulho em fazer o melhor, a cada dia vai mais longe.

Há momentos de calmaria... E há momentos agitados, decisivos, em que a boa intenção não basta. É quando a vida nos cobra coragem, arrojo, criatividade e um inabalável espírito de luta.

A verdade é que os problemas e os reveses ocorrem com maior freqüência do que gostaríamos. Os tempos mudam. Surgem desafios e novos objetivos. Os guerreiros olham nos olhos do futuro. Sem medo e sem arrogância, mas com a confiança de quem está pronto para o combate.

Viver é também estar preparado para as situações difíceis. O modo como encaramos as dificuldades é que faz a diferença.

As vezes nos perguntamos: - Como enfrentar as mudanças radicais que se apresentam diante de nós? - Como atuar num novo cenário onde coisas que fazíamos tão bem precisam ser reaprendidas?
- Como lutar sem deixar para trás valores fundamentais ? E mais :
- Como saber a medida exata a ser tomada no momento certo ?

O incrível é que justamente diante de situações adversas muitos redescobrem o que tem de melhor.

A ética, a amizade, a capacidade de criar novas estratégias, fundamentadas na experiência, o talento para promover alianças positivas, o espírito de liderança, a consciência da força que reside no verdadeiro trabalho em equipe. Tudo isso aflora quando as circunstancias exigem, quando se sabe que existe um objetivo maior a ser alcançado.

Claro que não é fácil abandonar hábitos, costumes... Não é fácil adaptar-se aos novos meios, ou usar recursos aos quais não estávamos familiarizados.

Mas todo guerreiro sabe que pessimismo e insegurança nessa hora só atrapalham; ainda que a ameaça venha de vários lados, com agilidade, força e determinação podemos alcançar o resultado.

A combinação de energia e inteligência, assim como o equilíbrio entre a razão e a emoção são fundamentais para o sucesso. É uma sensação extremamente agradável chegar ao fim de uma etapa com a consciência do dever cumprido. E obter a consagração, o respeito de todos, o reconhecimento dos colegas, a admiração das pessoas que amamos...

Ouvir o próprio nome com orgulho. Aquele orgulho de quem viu nos obstáculos a oportunidade de crescer. Orgulho de quem soube enfrentar as turbulências da vida e crescer.

Orgulho de ser um vencedor que não abriu mão dos seus valores fundamentais:

EXCELÊNCIA, ÉTICA, CRIATIVIDADE, COMPROMETIMENTO, RESPONSABILIDADE, RESPEITO.

(Autor desconhecido)

domingo, 6 de abril de 2008

OS VOTOS (SERGIO JOCKYMANN )



OS VOTOS

Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado, e que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.


Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas e que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil, mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente, e que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo, nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.

Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.

E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal. Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:

– Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal. Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você. Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.

Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem, e que sendo homem, tenha uma boa mulher.

E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez, e novamente, de agora até o próximo ano acabar, e que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor para recomeçar.

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar.

(Sergio Jockymann)

(OBS: Lembram-se da música Amor Pra Recomeçar – Frejat, Barão Vermelho? Pois é, deve ter sido inspirada neste poema!)



IMPORTANTE: Este poema, de autoria de Sergio Jockymann, publicado em 1980, circula na internet como sendo de autoria de Victor Hugo, e assim foi publicado originalmente no Portal Nosso São Paulo, com o título "Desejos". Contactados pelo verdadeiro autor, desfizeram o equívoco, estabelecendo os créditos a quem de direito!

AMAR BONITO


Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprendam a fazer bonito seu amor.

Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.

Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...

Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. 

Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões. 

Ter razão é o maior perigo no amor. 

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira!!! 

Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?

De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. 

Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. 

Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito. 

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.

Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.

Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos aquela conversa importante que precisamos ter, arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. 

Para quem ama, toda atenção é sempre pouca. 

Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. 

Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. 

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. 

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito). 

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. 

Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. 

Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.

  Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é. 

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. 

Cuide agora da forma do amor: 

Cuide da voz.

Cuide da fala. 

Cuide do cuidado.

Cuide de você.

Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.


 (Artur da Távola)

sábado, 29 de março de 2008

O QUE EU AMO

Não amo a cor dos olhos
Amo o olhar!
Não amo a brancura dos dentes
Amo o sorriso!
Não amo o contorno dos lábios
Amo o beijo!
Não amo o formato dos braços
Amo o abraço!
Não amo o alongado dos dedos
Amo a carícia!
Não amo as curvas das pernas
Amo o andar!
Não amo o volume dos seios
Amo o aconchego!
E que bom não seja isto uma escultura,
seja apenas um poema à-toa
Porque não amo um corpo
Amo uma pessoa!

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 27 de março de 2008

ELEGÂNCIA E BOM SENSO SÃO FUNDAMENTAIS!

Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor).

Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais!

É preciso saber sentir o sentido das palavras, para não deixar ninguém sentido...

Algo dito com sentido, e sendo consentido, não são palavras ao léu jogadas, e não serão mal julgadas...

Mas, se são palavras ao acaso jogadas, serão meras palavras cruzadas...

Sendo cruzadas com sentimento, e tendo total consentimento, haverá um fiel cruzamento, entre o dito e o entendimento...

Não se apresse em julgar, para não magoar...

(Autor desconhecido)